terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Aleitamento materno

Todos sabem da excelência do aleitamento materno. Principalmente esse agrupamento disforme chamado de "cumpanheirada", um seleto grupo de mamadores nas tetas da mãe república que se instalou no poder junto a esse governo multitudo do (auto)aclamado Partido dos Trabalhadores - que deveria, a princípio, ao menos para honrar o nome, excluir de suas fileiras os vagabundos.

Por falar em trabalhadores, nós, a massa operária nacional, com nosso trabalho real é que sustentamos essa massa disforme dos chamados trabalhadores ideológicos (ou "cumpanheirada"). Dizem que eles estão lá para nos prestar um inexistente serviço com que somos (ou deveríamos ser) brindados pela mãe república.

Já que pagamos e não levamos (Política do tudo para o nada), o que nos resta para obter esse inexistente serviço é: 1. desistir de obtê-lo; 3. pagar novamente para que a iniciativa privada forneça aquilo que nos foi negado pela má(drasta) república.; ou 3. adotar a chamada solução final, aguardando pelas próximas pesquisas de aprovação governamental, caso em que o inexistente se tornará virtualmente real, e todos ficarão satisfeitos com o muito de nada recebido.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Inteligências

Você sabe o que é fitilho? É o nome daquela fitinha adesiva vermelha que serve(?) para abrir embalagens de bolachas, balas, cds, etc. Pois o fitilho, ou "zipstrip", que foi inventada em 1911 por Percy Philip Payne, é um processo que encarece o preço final do produto, mas que se justifica por facilitar(?) o processo de abertura das embalagens dos produtos.

Qual a lógica de se gastar tanto dinheiro num processo que não atende o fim para o qual foi fabricado? Ou você acha que aquela fitinha realmente ajuda no processo de abertura das embalagens?

O Ibama continua com a sua visão seletiva da realidade: consegue enxergar a violação que se comete contra insetos minúsculos de meros milímitros da nossa fauna, mas não enxerga um palmo quando se trata de árvores com 50 metros de altura da floresta Amazônica.

Mais vergonhosa do que a saída criminosa de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente foi a indicação folclórica do também folclórico Carlos Minc, aquele que não joga para o time do ambiente, joga para o time da mídia. Tem se saído muito bem no seu papel de "defensor durão da natureza". Enquanto isso a mata vai caindo em ritmo acelerado...

Os americanos reclamam de ter que vestir a touca de culpados (que lhes cabe!) pela desorganização da economia mundial. Reclamam quando os países reclamam. Qual a reação que esperavam de quem será prejudicado sem a mínima culpa pela irresponsabilidade financeira ianque?

Lula continua vendo marolas no meio da tsunami. Continua tentando minimizar a crise financeira mundial. É compreensível. Está dentro da estratégia das esquerdas de tentar resolver os problemas via negação.

Um exemplo claro da tática aqui no Brasil é o nosso problema da (in)segurança, que segundo as esquerdas não existe, mas é resultado da super divulgação da mídia. Não sei se o milhão de mortos produzidos depois da consituição cidadã concordam com essa tese...

Chega ou querem mais?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Figurinhas

Sempre gostei de blogs com mais conteúdo do que imagens, do que figurinhas. Não é que eu tenha alguma coisa contra as imagens, acho que elas somam, suavizam, temperam, ilustram, dão um sabor especial aos textos. Não concordo com os que dizem que uma imagem vale por mil palavras, normalmente as imagens transmitem um sentimento e só. E só com palavras que podemos transmitir o que realmente sentimos. Palavras são elementos fortes para transmitir idéias.

Eu sei, não nego, imagens podem transmitir idéias, mas como emprestar a essas idéias um lado individual, pessoal? Como é possível transmitir um sentimento único? Ao visualizar uma imagem não captamos necessariamente o que o autor quis nos transmitir, mas a idéia que fazemos sobre aquilo que vemos. Imagens são fortes para transmitir sentimentos e idéias gerais, aquilo que as pessoas entendem como generalidades.

A fome, a dor, a saudade, a felicidade podem ser expressar numa foto, mas não há como exprimir o sentimento individual sobre cada uma dessas emoções. A minha dor pode não ser igual a dor dos outros, sómente com palavras consigo transmitir a outrem o que essa dor representa para mim, ou o quanto é doída a minha dor.

Nesse sentido as palavras são mais poderosas do que as imagens.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Algemas


Analiso a polêmica decisão sobre a normativização pelo Supremo Tribunal Federal - STF ao uso de algemas nas prisões efetuadas pelas autoridades policiais, e o faço com olhos de amador. E digo isso para consignar que não desejo entrar profundamente nos argumentos jurídicos que embasam uma ou outra corrente de pensamento. Prefiro analisar o caso com a visão do cidadão e usar apenas alguma lógica e bom senso.

Os princípios constitucionais já disciplinaram mais do que suficientemente os casos e as formas pelas quais se impõem medidas restritivas a liberdade dos cidadãos. Não se trata pois de julgar a motivação e/ou as restrições para que se efetue a prisão em si, mas da forma em que poderá - e deverá - ser realizada pelas autoridades encarregadas.

O enunciado da súmula, aprovado no dia 13 de agosto de 2008, prevê: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”.

A aparente solução fácil para a análise da matéria, segundo a qual "a autoridade ou os seus agentes decidirão com base no bom senso os casos em que o uso de força - i.e., o uso de algemas - for indispensável para conter a resistência ou uma possível tentativa de fuga do prisioneiro", obscurece a dificuldade prática da questão: como saber de antemão se o prisioneiro irá resistir ou tentará fugir ao ser preso?

Alguns dirão que a resposta está justamente na atitude do prisioneiro. Tudo bem! Mas como saber se uma hipotética tentativa de agressão ou fuga não serão bem sucedidas justamente pela não utilização das algemas? Retirar o uso preventivo das algme é justamente possibilitar a ocorrência das hipóteses previstas na tese: a ocorrência da agressão ou da fuga. O que deveremos dizer para a autoridade depois da ocorrência? Olha, você poderia - e deveria! - ter evitado o ocorrido se tivesse usado algemas...

Ou como concluir que determinada utilização objetiva de algemas se constitui em "abuso da autoridade", sem saber ao certo se a falta delas provocaria uma atitude diferente do detento? O uso das algemas é essencialmente preventivo, ou seja, usa-se para a segurança da autoridade, dos transeuntes e do próprio detento.

É preciso entender que a atitude mais grave em análise não é o uso ou não das algemas, mas da decretação da prisão que ensejou o seu uso. Ao dizer que determinado cidadão não oferece riscos para a sociedade, nem para ninguém, não é negar, antes de tudo, a motivação para a sua prisão? O que é mais degradante: algemar alguém ou colocá-lo atrás das grades de uma prisão?

As algemas devem ser entendidas como mero instrumento para condução do preso até o local apropriado para a consecução da medida - i.e., a cela da prisão em si. A tese pode parecer estúpida, mas houvesse como levar a prisão até o preso e não restariam motivos para o uso de algemas! Se a prisão em si não partir de um embasamento legal - flagrante delito ou mandado judicial - a autoridade - e/ou seus agentes - já terão cometido abuso de autoridade com ou sem uso de algemas.

E isso parece tudo. O resto é querer aparecer, chover no molhado, ou acreditar em premonição...